Análise, Teimosia do Sintoma e Migração

Daniel Delouya

2021 — 1ª edição
Lançamento

R$ 79,00

Disponível em estoque

Sobre o Livro

ISBN: 9786555063110
Páginas: 344
Formato: 14 x 21 cm
Ano de Publicação: 2021
Peso: 0.375 kg

Sumário

Prefácio

Introdução: questionando as metas da psicanálise na clínica e na cultura
 

1. “O menino, meu amor”

2. Os gostos e os dias

3. Entre obediência e orgulho

4. O mal, sentido e dito

5. A palavra e seus poderes em Freud

6. Entre o design da letra e o corpo invisível da palavra

7. Entre representação e experiência emocional: contribuição para um diálogo

8. Simbolismo e construção: o analista como porta-voz da cultura

9. O negativo, sua construção e sua origem

10. Angústia: Freud na vizinhança de Lacan

11. Eu, sintoma e análise

12. Notas sobre ilusão em Freud

13. O caos, a arca e o mundo: análise, sujeição e liberdade

14. Metapsicologia: a criança ideal, a criança de nossas dores

15. Masoquismo, constituição de memória e identidade cultural

16. Imigração, tempo e esperança
 

Índice remissivo

Sinopse

Análise, teimosia do sintoma e migração é um belo título e também uma afirmação condutora desta coletânea de textos psicanalíticos. Daniel Delouya nos convida a entrever seu trabalho amadurecido pelos anos. A escuta psicanalítica nada tem de ingênua; seu objeto vem sendo epistemologicamente construído pela metapsicologia e por teorizações diversas no esforço de atender a hipóteses de pensamento clínico e manejos transferenciais. A partir dela acompanhamos sua atividade, seja sentado em sua poltrona, seja para além dos limites do consultório, atento aos sons e ritmos das vozes e dos silêncios espraiando-se pelo espaço público. Seu estilo rebate entre si as camadas da experiência emocional, das questões clínicas e das elaborações teóricas psicanalíticas.

O leitor encontra uma trama arduamente tecida, sob a qual se fazem presentes, discutidas sob ângulos complementares, porém não exatamente contínuos, “as metas da psicanálise na clínica e na cultura”. Calcado na raiz freudiana, o autor traz reflexões conduzidas no caldo da civilização contemporânea, marcada pela produção de vulnerabilidades narcísicas. Estas certamente observadas na cena psíquica individual, contudo geradas por algo da ordem coletiva e impessoal. Quando a teimosia do sintoma deixa de ser marca de algo de que se livrar e passa a ser traço estilístico de apropriação psíquica, ocorre a migração por expandir os domínios do eu sobre as terras estrangeiras do isso, tornando-as pensáveis, de acordo com o proposto por Freud na conferência n. 31, “A dissecção da personalidade psíquica”, de 1933. Eis a concepção partilhada por Daniel Delouya para a cura pela psicanálise!

Mara Selaibe
Psicanalista, membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae

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