Budapeste, Viena e Wiesbaden

O percurso do pensamento clínico-teórico de Sándor Ferenczi

Gustavo Dean-Gomes

2019 — 1ª edição

Livro em Pré-Lançamento

Sobre o Livro

ISBN: 9788521218357
Páginas: 496
Formato: 14 x 21 cm
Ano de Publicação: 2019
Peso: 0.000 kg

Conteúdo

Prefácio
Luís Claudio Figueiredo

Introdução: motivações, desenvolvimento e método de pesquisa

 

1. Apontamentos biográficos (1873-1933)

Vida e contexto familiar

O início de nosso percurso: a formação universitária em Viena e os primeiros passos na carreira médica

 

2. O pensamento clínico pré-psicanalítico de Ferenczi (1899-1906)

Introdução e plano de abordagem dos escritos de Budapeste

Um primeiro contato com o pensamento original de Ferenczi: “o espiritismo” e as influências neorromânticas

A influência de Haeckel e a visão da psicologia com base na teoria da evolução

“Leitura e saúde”: as reflexões iniciais acerca do universo infantil

As críticas à idealização da prática médica e a busca por uma escuta singular (o caso Rosa K.)

O flerte com as teorias sobre degenerescência

A via inconsciente das afecções psíquicas e sua clínica baseada no pensamento de Möbius

Considerações sobre hipnose, sugestão e alguns outros métodos terapêuticos nos escritos de Budapeste

 

3. O encontro com Freud e as primeiras contribuições à psicanálise (1907-1909)

A aproximação do método psicanalítico a partir de seus biógrafos

Paralelos entre as primeiras concepções de Freud e o pensamento pré-psicanalítico de Ferenczi

A relação com Freud

As primeiras ponderações psicanalíticas sobre a interação do ambiente com a criança: a educação

A apropriação ferencziana da teoria psicanalítica

“Transferência e introjeção”: as primeiras reflexões sobre a clínica psicanalítica

 

4. Ferenczi e a consolidação da psicanálise clássica (1909-1919)

A participação de Ferenczi no contexto da elaboração dos escritos técnicos de Freud

Materna e paterna, terna e intimidadora, disposição e submissão: as diversas naturezas do fenômeno transferencial

Positiva e negativa: aspectos sugestivos e fenômenos de resistência nas transferências

Sintomas transitórios e transferência: a resistência à rememoração e a repetição

A regra de abstinência e o problema da satisfação (e da frustração) libidinal durante o encontro analítico

O sentido de realidade: da onipotência ao (difícil) reconhecimento de um “além de si” (e o ingresso nas vias de simbolização)

Princípio da neutralidade e contratransferência: considerações freudianas nos anos 1910

A primeira revisão ferencziana da questão da(s) contratransferência(s)

 

5. O início do período de inovações clínicas: a técnica ativa (1919-1924)

A técnica ativa: surgimento e dificuldades clínicas em questão

A paciente violada e o uso de proibições na técnica ativa

O caso da musicista croata e o acréscimo de injunções na técnica ativa (a técnica ativa em dois tempos)

As fantasias provocadas: das injunções às reconstruções, os novos usos da contratransferência

“Perspectivas da psicanálise” – a aliança com Rank: novas observações sobre a repetição e a experiência afetiva na clínica psicanalítica

“Perspectivas da psicanálise” – a recepção: o primeiro abalo na relação com Freud e a comunidade analítica

 

6. A (re)introdução do trauma e uma nova compreensão da influência materna na cena analítica (1919-1924)

Trauma e maternidade? A confluência dos temas

A guerra e a revalorização do trauma no contexto psicanalítico: as neuroses traumáticas

O trauma, o psiquismo para além do princípio de prazer e os processos de ligação como trilha para a psicogênese

Ferenczi com Groddeck: o (re)encontro e a legitimação de intuições esquecidas

O trauma do nascimento: Ferenczi entre Freud e Rank

Thalassa, a mãe-oceano: da filogênese à psicogênese, da regressão à adaptação

A afirmação de desprazer: novas formulações sobre a psicogênese e o acesso à alteridade a partir dos regimes pulsionais

 

7. A relação entre trauma e ambiente primário e suas consequências psicogênicas e clínicas: o início do período de indulgência (1925-1931)

A revisão da técnica ativa

O trauma como produto de desajustes na adaptação do mundo adulto à criança

Os reflexos do trauma na pulsionalidade infantil: novas considerações sobre a pulsão de morte

Aspectos da elasticidade da técnica: o tato, a estética no encontro analítico e a ênfase na perlaboração

Aspectos da elasticidade da técnica: a empatia e o aprofundamento do uso da contratransferência

A emancipação clínica de Ferenczi: o princípio de relaxamento, as regressões e a nova partida

Outras implicações do princípio de relaxamento: a análise como jogo e a neocatarse

 

8. A ampliação do campo do trauma e os derradeiros avanços clínicos de Ferenczi (1931-1933)

A retomada de antigas intuições freudianas e a ampliação do campo dos traumatismos

A cisão do ego e seus mecanismos: a autotomia, a prematuração patológica e o teratoma

A paciente Dm. (Clara Thompson) e a polêmica “técnica do beijo”: novas considerações sobre a abstinência e a importância da pessoa real do analista

A paciente RN. (Elizabeth Severn): da análise mútua ao princípio da mutualidade

O trauma em três tempos: a sedução incestuosa e suas repercussões angustiantes, defensivas e identificatórias (a identificação com o agressor)

O trauma em três tempos: o desmentido, o aspecto intergeracional do trauma e a escuta analítica como experiência de reconhecimento

O terrorismo do sofrimento e as dimensões opressivas do amor e da transferência

O poder do analista e os efeitos terapêutico-constitutivos da sugestão: a sedução ética como um desviar da pulsionalidade mortífera (e um chamado para a vida)

A censura em Wiesbaden e os últimos dias de Ferenczi

 

Considerações finais

A difícil apreensão do legado ferencziano: breves apontamentos

O vigor do pensamento de Ferenczi com base na ética do cuidado

 

Referências

Sinopse

Este livro é resultado de uma pesquisa abrangente e rigorosa empreendida por Gustavo Dean-Gomes. Desde o proclamado renascimento de Ferenczi, nos anos 1980, suas ideias voltaram a animar os debates da comunidade psicanalítica. O contato com o enfant terrible da psicanálise revelará ao leitor um estilo clínico pulsante, norteado pela ética do cuidado com os psiquismos traumatizados da nossa contemporaneidade. O livro nos brinda com uma excelente contribuição para a transmissão da obra de Ferenczi no Brasil; reconhece o seu potencial inspirador e, ao mesmo tempo, enfrenta suas formulações mais controversas.

Daniel Kupermann

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