De um Trauma ao Outro

Colette Soler

2021 — 1ª edição

Livro em Pré-Lançamento

Sobre o Livro

ISBN: 9786555062892
Páginas: 120
Formato: 14 x 21 cm
Ano de Publicação: 2021
Peso: 0.143 kg

Sumário

Apresentação

Nota sobre a tradução

Prefacio à edição brasileira
 

Conferência pública

O capitalismo, discurso traumatizante
    De um traumatismo ao Outro
    Função dos discursos
    O proletário traumatizado
    As multidões proletárias
    Consequências éticas e subjetivas
    Resultados 37


Seminário

1. Concepção freudiana de trauma
    A hipótese da sedução
    Uma fantasia de trauma?
    Em direção ao real
    A neurose, traumática

2. O Outro, traumático
    O trauma sexual: por quê?
    “Troumatismo
    Clínica do troumatismo
   
Lógica e topologia do troumatismo
    Troumatismo e angústia
    O objeto que não angustiaria

3. Lalíngua, traumática
    Os dois saberes
    Lalíngua então
    Os effects [afetos/efeitos] da lalíngua
   
A lalíngua, traumática
    Do sintoma a lalíngua
    O passe ao real
 

Referências

Sinopse

Com relação à psicanálise, a inversão é completa. O discurso dominante se ocupa de traumatismos que não são sexuais, nem originários ou genéricos, que não têm nada de constitutivo, que são acidentes da história, ao mesmo tempo coletiva e individual. A esses traumatismos, que é preciso chamar de contingentes, ele acrescenta uma suposta vítima inocente, que cai sob o julgo do autómaton, com efeitos pós-traumáticos que o liberam de toda implicação subjetiva, e à qual somente devem ser dispensados cuidados e reparação.

Evidentemente, há aí algo a se julgar, e inclusive resolver quando o problema do tratamento se apresenta.

Vale ressaltar que a psicanálise, tal como entendo a psicanálise lacaniana, está ali lutando, luta ética contra toda concepção psi que, em sua condescendência bem-intencionada, faz do sujeito uma marionete da sorte. Trata-se de saber, especialmente para os psicanalistas, se o trauma que está no cerne do inconsciente, como segredo dos sintomas, é da mesma classe que os traumatismos que o discurso contemporâneo produz. Qual é a sua incidência nesses novos traumas?

A historicidade do tema do traumatismo, bem como a da angústia, indica por si só em que medida ele se relaciona com a ordem do discurso que regula os laços sociais, como também a subjetividade.

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