Muito Além das Cinzas

Narrativas de Auschwitz

Ethel Mizrahy Cuperschmid

2011 — 1ª edição

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Sobre o Livro

ISBN: 9788580390216
Páginas: 248
Formato: 20,5x28 cm
Ano de Publicação: 2011
Peso: 0.674 kg

Conteúdo

Introdução 
Uma História de Ruptura: a "barbárie" narrada 
A Era das Catástrofes 
Cacos da História 
Novo Paradigma Pós-Auschwitz 
Narrar o Inenarrável 
Uma nova narrativa 
A Questão Judaica e as Teorias da Modernidade

1. Fábricas de Cadáveres e Poços de Esquecimento:a memória da Shoah 
1.1. A Poesia depois da Tormenta 
1.2. Imperativo da memória 
1.3. Evento Traumático
1.4. "Batalhas de Memórias" e Memórias de Batalhas 
1.5. Museus, Monumentos e Campos: lugares de luto e memória. 
1.6. Memórias Fraudadas 
1.7. Memória, Esquecimento e Silêncio: o testemunho como discurso 
1.8. Narrativa Benjaminiana e a Ruptura da Tradição 
1.9. Versões do Impensável 
1.10. Palavras estilhaçadas e o Poder do Perdão 

2. Palavra, criação e resistência. 
2.1 LTI: a nova palavra oficial 
2.2 Lagerjargon: a palavra do KZ 
2.3. Toponímia, hierarquia e a palavra: pontes de Babel 

3. Modalidades de Narrativas 
3.1 Narrativas engajadas 
3.2 A infância nos campos e guetos 
3.3 Um sentido para a vida 
3.4 Olhar feminino 

Considerações finais 
Referências Bibliográficas 
Referências Teóricas 
Bibliografia Específica 
Memorialistas
Artigos

Sinopse

A presente obra é fruto de uma tese de doutorado, defendida junto ao Departamento de História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais no ano de 2005. Narrativas de sobreviventes e vítimas da "Solução Final" foram as fontes privilegiadas de estudo. A complexidade dos acontecimentos, a multiplicidade das personagens, papéis, conceitos, nacionalidades, experiências e interpretações direciona a percepção dessas narrativas para o que elas contêm de inacabado, possibilidades vislumbradas, testadas, experimentadas. Descrições eivadas de medo, terror, injustiça, violência e mesmo assim lúcidas questionadoras e inquietantes. Mesmo diante da impossibilidade de narrar o terror, o indizível, a violência potencializada nos guetos, nos campos de concentração, nas marchas da morte, as vítimas deixaram por escrito seus relatos. Necessidade de testemunhar, de humanizar e de dar sentido a vida permeiam narrativas que foram publicadas em diversos lugares do mundo e que reforçam pluralidade de situações, visões, vivências, denúncias e também esperanças.

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