O Lugar do Gênero na Psicanálise

Metapsicologia, identidade, novas formas de subjetivação

Felippe Lattanzio

2021 — 1ª edição
Lançamento

R$ 89,00

Disponível em estoque

Sobre o Livro

ISBN: 9786555063042
Páginas: 318
Formato: 14 x 21 cm
Ano de Publicação: 2021
Peso: 0.348 kg

Sumário

1. Gênero e psicanálise

O nascimento do conceito          
       Existiu uma teoria do gênero em Freud?     
       John Money e a criação do gênero
       Simbiose e des-identificação em relação à mãe: Greenson e o início de uma inversão            

Stoller e a inversão concretizada: gênero, imprinting e transexualismo 

A primazia do masculino ultrapassada: identificação feminina primária e origens femininas da sexualidade        
       A teoria da sedução generalizada como base            
       Identificação feminina primária e identificação passiva: a contribuição de Paulo de Carvalho Ribeiro              
       Jacques André e as origens femininas da sexualidade            

Gênero, sexo, diferença anatômica: primeira circunscrição conceitual   


2. Feminilidade, passividade, masoquismo: novos fundamentos           

Positivação do feminino: feminilidade ferida versus feminilidade orificial
       Nietzsche, Deleuze e a teoria das forças: por uma refundação das noções de passividade e masoquismo      

A metafísica da substância e o problema do essencialismo: diálogos com a teoria feminista
       A vagina como local de penetração... mas não o único          

Sobre paradoxos e tensões: entre essencialismo e construcionismo       
       A diferença anatômica como enigma fundamental 
       O problema do binarismo que governa o sistema sexo-gênero e as possibilidades de transgressão  
       A relação entre feminilidade, passividade e masoquismo como um fundamento contingente            


3. O conceito de gênero e suas articulações metapsicológicas

Gênero e conflito psíquico
       Ponto de partida: a situação antropológica fundamental
       O recalque originário e a natureza do inconsciente segundo Jean Laplanche
       O recalque originário como sexuado (ou: o gênero como conceito fundamental da psicanálise)
       O polo recalcado é a feminilidade radical
       O polo recalcante/defensivo é a lógica fálica (ou: refundação de um marco teórico sobre uma base não transcendental)
       As falácias do falo

Construções identificatórias da masculinidade e da feminilidade
       Identidade de gênero e primazia da alteridade
       Paradoxo da posição masculina: é mais difícil ser homem?
       A estereotipia das identificações masculinas
       Potencial clínico da paternidade para o trabalho com as construções defensivas das identidades masculinas
       A dupla face das identificações femininas

Devir-mulher e novas formas de subjetivação
       A morte do homem e as novas formas de subjetivação
       A passividade e a orificialidade como metáforas de abertura na construção de novas subjetividades
       A feminilidade como virtualidade emancipadora
       Devir-mulher: a abertura para a alteridade
 

4. A psicanálise e o desafio das subjetividades que contrariam a norma fálica: o exemplo das transexualidades

Breve história das transexualidades

Transexualidade: definição, dados clínicos e estatísticos

A controvertida associação entre transexualidade e psicose como expressão de um Simbólico transcendente
       A falácia da naturalização, o “erro comum” e o performativo

A feminilidade originária, a refundação do Simbólico e uma hipótese explicativa sobre a transexualidade feminina
 

Considerações finais

Referências

Sinopse

Como entender, a partir da psicanálise, a hegemonia e a permanência da lógica binária e hierárquica inerente ao nosso sistema de sexo-gênero se reconhecemos que esta não se funda em uma ordem natural? Teria essa “lógica fálica” uma função defensiva? Qual o custo de mantê-la? Que relações existem entre a rigidez do binarismo de gênero e alguns destinos e sofrimentos típicos das identidades masculinas e femininas, ou até mesmo a misoginia e a transfobia? Lattanzio apresenta uma série de hipóteses – rigorosamente sustentadas – que tentam responder a essas e outras questões igualmente relevantes. Este livro é referência essencial para repensar fenômenos clínicos e novas formas de subjetivação, questionando a normatividade da psicanálise clássica, em diálogo enriquecedor com a filosofia, a antropologia, a arte e a teoria feminista.

Deborah Golergant

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