Os Currículos Mínimos de Desenho Industrial de 1969 e 1987: Origens, Constituição, História e Diálogo no Campo do Design

Eduardo Camillo Kasparevicis Ferreira

2018 — 1ª edição

Formato: E-book em PDF

Sobre o Livro

ISBN: 9788580393637
Páginas: 236
Formato: E-Book em PDF
Ano de Publicação: 2018

Conteúdo

1. INTRODUÇÃO

1.1 Questão central
1.2 Objetivo e Problema
1.2.1 Questões
1.2.2 Objetivo Geral
1.2.3 Objetivos Específicos 
1.2.4 Justificativas
1.3 Método e instrumentos de análise

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 Bomfim, 1978
2.2 Bomfim, 1997
2.3 Freitas, 1999
2.4 Moraes, 2003
2.5 Dias, 2004
2.6 Couto, 2008
2.7 Carvalho, 2012 
2.8 Braga, 2016

3. O CURRÍCULO MÍNIMO DE 1969

3.1 A LDB 1961/1968.
3.1.1 A ideia de Currículo Mínimo
3.2 Primeiras escolas e a ABDI 
3.2.1 Primeira experiências e ideias pioneiras
3.2.1.1 IAC
3.2.1.2 Escola de DI e Artesanato
3.2.1.3 Escola Técnica de Criação
3.2.2 Primeiras escolas regulares e seus papéis no cenário do ensino
3.2.2.1 Esdi
3.2.2.2 Fauusp 
3.2.2.3 Fuma 
3.2.3 O papel da ABDI
3.2.3.1 Ações afi rmativas ligadas ao ensino
3.2.3.1.1 O Fórum Roberto Simonsen
3.2.3.1.2 I Seminário de Ensino de Desenho Industrial
3.2.3.1.3 Primeira etapa: Fauusp, 09 a 12 de novembro de 1964 
3.2.3.1.4 Segunda etapa: Esdi, 21 a 23 de junho de 1965
3.2.3.1.5 A ideia de Escola-Padrão, e diferenças para o CM
3.3 A constituição do Currículo Mínimo de 1969
3.3.1 Reconhecimento da Esdi (Parecer 850/70) .
3.3.2 O processo 106/69
3.3.3 Resolução nº5 e Parecer 408/69
3.4 O currículo esdiano e o Currículo Mínimo de desenho industrial
3.4.1 Diferenças entre os currículos esdiano enviado ao CEE, o Currículo Mínimo de arquitetura e o Currículo Mínimo de desenho industrial
3.4.2 Repercussão nas escolas 
3.4.2.1 Fuma 
3.4.2.2 Fauusp
3.4.2.3 Faap

4. A PROPOSTA DE CURRÍCULO MÍNIMO DE 1979

4.1 Introdução: o ensino se torna pauta
4.2 Primeiras movimentações
4.2.1 ABDI-RJ e Currículo Mínimo (1976) 
4.2.2 Ações iniciais do MEC-DAU
4.2.2.1 Considerações do Instituto Superior de Educação Santa Cecília
4.2.2.2 Fauusp 
4.2.2.3 Esdi
4.2.2.4 UFMA
4.2.2.5 PUC-RJ 
4.3 A fundação da Apdins-RJ e seu foco no CM
4.4 Seminário “Desenho Industrial e Ensino” (25-26/Set/1978)
4.4.1 Os papéis da ABENGE e a FAU USP no seminário
4.4.2 A Apdins-RJ no Seminário
4.4.3 Sobre o Seminário “Desenho Industrial e Ensino”
4.4.4 Conclusões e recomendações do Seminário
4.5 Comissão Especial de Desenho Industrial
4.5.1 Os papéis da ABENGE e a FAU USP no seminário
4.5.2 Propósitos, debates e cronograma
4.5.3 Envio do currículo proposto e resposta das escolas
4.5.3.1 Fuma 
4.5.3.2 Faculdade de Desenho Industrial de Mauá
4.5.3.3 Universidade Federal da Paraíba 
4.5.3.4 Universidade Mackenzie 
4.5.3.5 ABDI
4.5.3.6 Esdi
4.5.4 Proposta fi nal para o 1º ENDI
4.6 1º Encontro Nacional de Desenhistas Industriais
4.6.1 Preparações para o 1º ENDI
4.6.2 Grupo de Trabalho sobre Ensino do 1º ENDI
4.6.3 A minuta da proposta do novo Currículo Mínimo

5. A TARDIA RESOLUÇÃO 02/87

5.1 A tramitação inicial
5.2 Eventos do campo acadêmico do desenho industrial
5.2.1 Cadastramento Nacional de Desenhistas Industriais 
5.2.2 Geraldina Witter: “Desenho Industrial: uma perspectiva educacional”
5.2.2.1 Motivações e intenções 
5.2.3 1º Encontro dos Diretores de Escolas Superiores de Desenho Industrial do Brasil 
5.2.4 Comissão para Avaliação do Ensino Superior de Desenho Industrial
5.2.4.1 Relatório parcial, e Seminários das Escolas
5.2.4.2 Relatório final da Comissão
5.3 Parecer 62/87 de J. Furtado e a Resolução 02/87 publicada no DOU
5.3.1 O relatório do Parecer 62/87
5.4 Reações da categoria à publicação 
5.4.1 Encontro de Docentes para Avaliação do Novo Curriculo Mínimo para  o Curso de Desenho Industrial
5.4.2 Workshop “O ensino de desenho industrial nos anos 1990”
5.4.3 Carta de Canasvieiras 
5.5 A adoção do novo Currículo Mínimo pelas escolas
5.6 Epílogo: do Currículo Mínimo às Diretrizes Curriculares Nacionais

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

6.1 O levantamento histórico do processo
6.2 O papel da categoria acadêmica e profissional nas versões de CM
6.3 As disputas do campo
6.3.1 As ideias sobre o ensino
6.3.2 Necessidade ou não de experiência profissional para a carreira docente
6.3.3 Designers e arquitetos 
6.3.4 Discurso do ensino com teor mais tecnológico
6.3.5 Currículo Mínimo e Regulamentação da Profissão

Referências bibliográficas

Sinopse

Desde os anos 1990 quando Pedro Luiz Pereira de Souza e Lucy Niemeyer lançaram seus livros sobre a história do ensino da ESDI, algumas pesquisas e publicações se debruçaram sobre a trajetória do ensino do Design no País. Destacam-se os trabalhos de Ethel Leon sobre o curso pioneiro de 1951 no MASP, de Rita Couto que tratou da trajetória das referências oficiais para os currículos de graduação em Design no Brasil, com ênfase nas Diretrizes Curriculares Nacionais, de Ana Paula Coelho de Carvalho que revelou as origens e as bases do ensino paulistano do Design, com grande influência dos campos da Arte e da Arquitetura, de Dora Souza Dias sobre o ensino de Comunicação Visual na FAU USP dos anos 1960 e de Ana Luiza Cerqueira Freitas sobre a criação e a primeira fase do curso de Design da FUMA/MG. Neste sentido o trabalho de Eduardo Ferreira traz uma contribuição, a meu ver, valiosa, pois trata especificamente da constituição da principal referência oficial
para criação de cursos e para a formação profissional nas primeiras décadas de
existência do ensino superior em Design no país. Foi por meio dos currículos mínimos
de 1969 e 1987 que se formaram boa parte das gerações de designers que atuaram dos anos 1970 até a entrada do século XXI. Mentalidades, ideias e visões sobre a atuação profissional foram forjadas e consolidadas durante o período de estabelecimento dessas referências oficiais e algumas dessas ideias ainda hoje são influentes ou se relacionam a questões vivas no presente. Ideias consagradas e ideias divergentes deste processo de constituição são demonstradas pela dissertação de Eduardo Ferreira a partir de um intenso trabalho de recuperação e tratamento de fontes primárias como deve ser uma boa
pesquisa de História do Design no Brasil. 

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