O Panóptico de Jeremy Bentham

Por uma Leitura Utilitarista

Davidson Sepini Gonçalves

2008 — 1ª edição

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Sobre o Livro

ISBN: 9788561209261
Páginas: 124
Formato: 17x24 cm
Ano de Publicação: 2008
Peso: 0.258 kg

Conteúdo

Introdução 

Capítulo I - O movimento Utilitarista Clássico
1. Visão Histórica
2. Utilitarismo de atos e de regras
3. Utilitarismo em Bentham
4. Utilitarismo e justiça
5. Bentham e as leis penais

Capítulo II - O Panóptico
1. Considerações gerais
2. As cartas
3. O Panóptico e o utilitarismo
4. O panoptismo

Capítulo III - O panoptismo de Michel Foucault
1. O poder
2. O panoptismo em "Vigiar e punir" 

Capítulo IV- Os interlocutores de Bentham e Foucault

Conclusão

Bibliografia

Sinopse

Com esta dissertação se pretende argumentar que existe coerência entre a ética utilitarista e o projeto Panóptico, obra de Jeremy Bentham - filósofo utilitarista inglês do século XVIII - que descreve os princípios a serem obedecidos na construção do espaço físico e na organização das formas de relação entre os envolvidos quando é preciso controlar o comportamento das pessoas, mantendo-as sob contínua inspeção. Partindo-se de uma visão geral do utilitarismo clássico através dos escritos de Bentham e analisando a interpretação e critica de Michel Foucault em sua obra "Vigiar e Punir", tenta-se demonstrar que há um certo entendimento do Panóptico que só é possível a partir de sua associação com a teoria utilitarista, o que não é o caso da análise de Michel Foucault. Por não utilizar o referencial utilitarista em sua análise, ele atribui ao Panóptico características que parecem ir além da proposta de Bentham, minuciosamente elaborada para expressar a utilização de princípios da ética utilitarista na solução de graves problemas sociais de uma certa época. Trata-se aqui de uma tentativa de atribuir ao Panóptico o status de uma obra utilitarista, fruto do trabalho de um pensador comprometido com os problemas sociais de seu tempo.

O utilitarismo clássico ocupou-se de questões éticas como a pobreza, o sofrimento e a justiça, posicionando-se em favor da eliminação da miséria e da diminuição do sofrimento humano através da criação de mecanismos com os quais se procura realizar um certo conceito de justiça social. Nesse contexto surge o Panóptico, com o objetivo de resolver determinados problemas práticos derivados da aplicação do princípio de utilidade. Esse trabalho pretende mostrar que, ao considerar o Panóptico simplesmente como um mecanismo de exercício de poder baseado na vigilância e na coerção, Foucault, não só atribui ao Panóptico características distintas das consideradas pelo seu autor, como contribui para o entendimento fragmentado da ética utilitarista e da obra de Bentham. Trata-se, portanto de aproximar o Panóptico da ética utilitarista e do pensamento sistemático do próprio Bentham, visando uma melhor compreensão dos elementos que o constituem.

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