Ciências Humanas e Comunicação

Kadila: culturas e ambientes

Diálogos Brasil-Angola

Ilka Boaventura Leite, Cristine Gorski Severo

2016 — 1ª edição
Lançamento

Formato: E-book em PDF

Sobre o Livro

ISBN: 9788580392111
Páginas: 444
Formato: E-Book em PDF
Ano de Publicação: 2016

Conteúdo

    Introdução


Parte I - Homenagem a Samuel Rodrigues Aço

Capítulo 1 - O professor Aço: nota biográfica
Capítulo 2 - Depoimentos
Capítulo 3 - O Centro de Estudos do Deserto
Capítulo 4 - O observatório da transumância

Parte II - Angola e o deserto do Namibe: contextualizações

Capítulo 5 - Angola, caracterização e história de formação do país
Capítulo 6 - História e meio-ambiente no Planalto sul de Angola (1850-1890)
Capítulo 7 - Mapas, cartografias e fronteiras
Capítulo 8 - A Kilamba e o Quilombo: narrativa de viagem a Luanda
Capítulo 9 - Missão Kadila: percepções sobre Luanda, vale do Kuroka e Parque Nacional do Yona

Parte III - Angola: pertença étnica, línguas e literaturas

Capítulo 10 - Indumentária e pertença étnica no Curoca, sudoeste de Angola
Capítulo 11 - Vontades de nação e ambivalências ao sul de Angola: o romance Yaka
Capítulo 12 - As narrativas orais ovimbundu como espaço de produção de sentidos
Capítulo 13 - Pistas essenciais para um português de Angola
Capítulo 14 - A relação das línguas com a construção do Estado-nação angolano
Capítulo 15 - O reino do Mbalundo: uma análise sobre a questão da sucessão, autoridade e hierarquia

Parte IV - Diálogos África-Brasil

Capítulo 16 - O sertão e o deserto: diásporas, transumâncias e as deambulações cosmoagônicas de Ruy Duarte de Carvalho
Capítulo 17 - Língua e poder nos mundos da vida e da arte: diálogos entre Brasil e Angola
Capítulo 18 - A linguística como matriz colonial: a questão das práticas orais afro-brasileiras
Capítulo 19 - Diversidade linguística em Moçambique
Capítulo 20 - Cofé coiobi pi: ativações simbólicas de africanidade/angolanidade no cotidiano e a festa como catalisador de sentidos de refugiados “angolanos”
Capítulo 21 - Estudantes africanos, interculturalidade e os (des)encantos da vinda e da vida no Brasil
Capítulo 22 - Representações sobre os africanos em livros didáticos brasileiros de história

Parte V - Seminários Kadila

Capítulo 23 - Apresentação dos seminários Kadila
Capítulo 24 - Os três C’s da África e a desconstrução do rótulo
Capítulo 25 - O cheiro das coisas: mobilidade social e ambientes em fluxo no Atlântico Sul
Capítulo 26 - Diáspora negra em território brasileiro: plantation, quilombo e fronteira econômica
Capítulo 27 - Notas sobre o ocultamento do associativismo negro na cidade de Laguna, antes e depois da abolição
Lista de autores

Sinopse

Kadila, nome escolhido para o projeto que motivou este livro, é uma palavra do quicongo que quer dizer ser ou coisa que traz boa sorte, felicidade, amuleto. A boa sorte coaduna-se com as adversidades enfrentadas na árdua vida dos pastores transumantes do deserto que nos acompanharam neste projeto e com quem muito aprendemos e ainda queremos aprender. A transumância tem sido definida como um fenômeno social que abrange uma vasta multiplicidade de fluxos que integram a experiência migratória, a vida produtiva e comunal no Deserto do Namibe, no sudoeste de Angola.

O Projeto kadila: culturas e ambientes-diálogos Brasil e Angola elegeu o Observatório da transumância como eixo articulador das pesquisas de campo a serem realizadas, não descartando, contudo, outros assuntos emergentes capazes de potencializar os diálogos entre as instituições universitárias do Brasil e de Angola, com o apoio da CAPES/AULP e CNPq.

Nossa intenção, além do interesse pela transumância e mobilidade humana que caracterizam as diásporas contemporâneas em termos antropológicos, históricos, geográficos, linguísticos, literários, entre outros, é a consolidação de diálogos inter e multidisciplinares fundadores de novas questões nas Ciências Humanas. Essas novas questões apenas começam a se esboçar nos capítulos deste livro, em forma de temas transversais que permitem conhecer a história e a formação cultural e política de Angola. O estudo da mobilidade humana no deserto de Namibe, conforme nos ensinou o saudoso professor Samuel Aço, está apenas no começo. Sua importância – não apenas em Angola, mas no resto do mundo – está ligada diretamente à valorização dos fluxos migratórios internos aos territórios nacionais e das migrações decorrentes das guerras, dos desastres ambientais, das intolerâncias religiosas, de gênero, étnicas, entre outras. Esse livro, portanto, aborda um assunto atual e de grande importância no campo dos direitos sociais e humanos e, além disso, diz muito sobre as formas de sustentabilidade da vida no mundo atual.

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