Sociolinguística e Política Linguística

Olhares Contemporâneos

Raquel Meister Ko. Freitag , Cristine Gorski Severo , Edair Maria Görski

2016 — 1ª edição

Formato: E-book em PDF

Sobre o Livro

ISBN: 9788580391466
Páginas: 264
Formato: E-Book em PDF
Ano de Publicação: 2016

Conteúdo

PARTE I – VARIAÇÃO E MUDANÇA: ABORDAGENS TEÓRICAS, METODOLOGIA DE COLETA DE DADOS E FENÔMENOS LINGUÍSTICOS EM FOCO

1. AS VOGAIS MÉDIAS [e] E [o]: UM ESTUDO FONÉTICO-ACÚSTICO E COMPARATIVO
1.1. INTRODUÇÃO
1.2. PRINCÍPIOS ACÚSTICOS DA FALA
1.3. A CLASSIFICAÇÃO DAS VOGAIS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO
1.4. METODOLOGIA
1.5. DESCRIÇÃO E ANÁLISE ACÚSTICA DOS DADOS
1.6. ANÁLISE ACÚSTICO-COMPARATIVA ENTRE FALANTES SERGIPANOS E CAPIXABAS
1.7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
1.8. REFERÊNCIAS

2. CORRELAÇÃO ENTRE ORDEM VERBO-SUJEITO E SUJEITO NULO: A TRAJETÓRIA DA MUDANÇA NO PORTUGUÊS DE SANTA CATARINA
2.1. INTRODUÇÃO
2.2. O PARÂMETRO DO SUJEITO NULO E A ORDEM DO SUJEITO NO PORTUGUÊS BRASILEIRO
2.2.1. A ORDEM DO SUJEITO EM SENTENÇAS DECLARATIVAS
2.2.2. O SUJEITO NULO
2.3. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
2.3.1. A ORDEM DO SUJEITO E O SUJEITO PRONOMINAL
2.3.2. A FORMA DE REPRESENTAÇÃO DO SUJEITO PRONOMINAL
2.4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
2.5. REFERÊNCIAS

3. AMBIGUIDADE ESTRUTURAL E VARIAÇÃO NA CONCORDÂNCIA NÚMERO-PESSOA EM CLIVADAS CANÔNICAS NO PORTUGUÊS BRASILEIRO
3.1. INTRODUÇÃO
3.2. SENTENÇAS CLIVADAS NO PB: AMBIGUIDADE ESTRUTURAL QUE PERMITE VARIAÇÃO NÚMERO-PESSOA ENTRE CÓPULA E O SN CLIVADO
3.2.1. UMA ANÁLISE CARTOGRÁFICA DAS SENTENÇAS CLIVADAS
3.3. SENTENÇAS RELATIVAS NO PB
3.3.1. ANÁLISE ESTRUTURAL PARA AS RELATIVAS
3.3.2. UM BREVE PANORAMA DA VARIAÇÃO NAS SENTENÇAS RELATIVAS DO PORTUGUÊS CULTO FALADO NO BRASIL
3.4. EM DEFESA DA SOCIOLINGUÍSTICA EM INTERFACE COM A TEORIA GERATIVA: A AMBIGUIDADE ESTRUTURAL COMO MOTIVADORA DA VARIAÇÃO DE NÚMERO-PESSOA ENTRE CÓPULA E SN CLIVADO NAS SENTENÇAS CLIVADAS CANÔNICAS NO PB
3.4.1. JUSTIFICANDO/ADEQUANDO A ANÁLISE DA VARIAÇÃO NAS CLIVADAS CANÔNICAS EM UMA PROPOSTA DE INTERFACE
3.5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
3.6. REFERÊNCIAS

4. VARIAÇÃO DISCURSIVA: PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS PARA DELIMITAÇÃO DO ENVELOPE DE VARIAÇÃO
4.1. INTRODUÇÃO
4.2. CONTEXTUALIZANDO OS NÍVEIS DE ANÁLISE
4.3. ANÁLISE SOCIOLINGUÍSTICA DE FENÔMENOS DISCURSIVOS
4.3.1. DELINEANDO O ENVELOPE DE VARIAÇÃO DE FENÔMENOS DISCURSIVOS: PASSOS INICIAIS
4.3.2. PROCEDIMENTOS PARA DELIMITAÇÃO DE VARIÁVEIS DISCURSIVAS
4.3.3. CRITÉRIOS PARA DELIMITAÇÃO DE RADs
4.3.3.1. CRITÉRIO DE UNIDADE FUNCIONAL E DE COMPARTILHAMENTO DE CONTEXTOS DE USO
4.3.3.2. CRITÉRIO DE UNIDADE CONCEPTUAL E CLASSE GRAMATICAL DE ORIGEM
4.3.3.3. CRITÉRIO DE FREQUÊNCIA DE USO DOS ITENS
4.3.3.4. SELECIONANDO OS ITENS PARA COMPOR O OBJETO DE ESTUDO A PARTIR DA APLICAÇÃO DOS CRITÉRIOS
4.4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
4.5. REFERÊNCIAS

5. CONSTITUIÇÃO DE AMOSTRAS SOCIOLINGUÍSTICAS E O CONTROLE DE VARIÁVEIS PRAGMÁTICAS
5.1. INTRODUÇÃO
5.2. ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL
5.3. A EXPRESSÃO DA POLIDEZ E AS VARIÁVEIS PRAGMÁTICAS
5.4. AMOSTRAS PARA O CONTROLE DE VARIÁVEIS PRAGMÁTICAS
5.5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
5.6. REFERÊNCIAS

6. METODOLOGIA DE COLETA DE DADOS EM ESCOLAS DA REDE PÚBLICA E PRIVADA DE ENSINO DE FLORIANÓPOLIS
6.1. INTRODUÇÃO
6.2. BANCO DE DADOS SOCIOLINGUÍSTICOS
6.3. METODOLOGIA DE COLETA DE DADOS DE TEXTOS ESCRITOS EM ESCOLAS DA REDE PÚBLICA DE FLORIANÓPOLIS
6.4. METODOLOGIA DE COLETA DE DADOS DE FALA EM COMUNIDADES DE PRÁTICA EM UMA ESCOLA DA REDE PRIVADA DE ENSINO DE FLORIANÓPOLIS
6.5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
6.6. REFERÊNCIAS
ANEXO 1
ANEXO 2
ANEXO 3
ANEXO 4

7. AVALIAÇÃO E VARIAÇÃO LINGUÍSTICA: ESTEREÓTIPOS, MARCADORES E INDICADORES EM UMA COMUNIDADE ESCOLAR
7.1. INTRODUÇÃO
7.2. FENÔMENOS SOB ANÁLISE
7.2.1. REALIZAÇÃO AFRICADA DE OCLUSIVAS
7.2.2. VARIAÇÃO NA PRIMEIRA PESSOA DO PLURAL
7.2.3. ALÇAMENTO DE VOGAIS MÉDIAS A ALTAS
7.3. O ATHENEU SERGIPENSE
7.4. COLETA DE DADOS
7.5. RESULTADOS
7.5.1. EXPRESSÃO DA 1ª PESSOA DO PLURAL
7.5.2. ALÇAMENTO DAS VOGAIS MÉDIAS
7.5.3. REALIZAÇÃO AFRICADA DE OCLUSIVAS ALVEOLARES SEGUINTES AO GLIDE
7.6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
7.7. REFERÊNCIAS

PARTE 2 – POLÍTICA E PLANIFICAÇÃO LINGUÍSTICA

8. PROLEGÔMENOS PARA A COMPREENSÃO DOS DIREITOS LINGUÍSTICOS: UMA LEITURA A PARTIR DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
8.1. INTRODUÇÃO
8.2. OS MARCOS HISTÓRICO, FILOSÓFICO-JURÍDICO E TEÓRICO DOS DIREITOS LINGUÍSTICOS
8.2.1. O MARCO HISTÓRICO DOS DIREITOS LINGUÍSTICOS
8.2.2. O MARCO JURÍDICO-FILOSÓFICO DOS DIREITOS LINGUÍSTICOS
8.2.3. O MARCO TEÓRICO DOS DIREITOS LINGUÍSTICOS
8.3. OS DIREITOS LINGUÍSTICOS NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO
8.3.1. DIREITO DAS LÍNGUAS
8.3.2. DIREITO DOS GRUPOS LINGUÍSTICOS
8.4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
8.5. REFERÊNCIAS

9. POLÍTICAS PATRIMONIAIS E PROJETOS NACIONALISTAS: LÍNGUAS E BRASILIDADE EM TELA
9.1. INTRODUÇÃO
9.2. CONTEXTUALIZANDO A PATRIMONIALIZAÇÃO: ARTICULAÇÃO ENTRE INTELECTUAIS E POLÍTICOS
9.3. A PATRIMONIALIZAÇÃO DA LÍNGUA NAS ESFERAS INTERNACIONAIS E NACIONAIS
9.4. PROBLEMATIZANDO A PATRIMONIALIZAÇÃO DAS LÍNGUAS
9.5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
9.6. REFERÊNCIAS

10. EM TERRENO MINADO: INCOERÊNCIAS E CONFLITOS IDEOLÓGICOS NOS DIZERES CIENTÍFICOS E MIDIÁTICOS SOBRE A NORMA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO
10.1. INTRODUÇÃO
10.2. OS CONFLITOS DA NORMA: INCOERÊNCIAS POLÍTICAS E CONCEITUAIS
10.3. A PESQUISA SOCIOLINGUÍSTICA BRASILEIRA E A NORMATIZAÇÃO DO PORTUGUÊS
10.4. O DISCURSO DA MÍDIA SOBRE A NORMA: SENSO COMUM E DISTORÇÃO IDEOLÓGICA
10.5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
10.6. REFERÊNCIAS

11. INGLÊS COMO LÍNGUA FRANCA: REPRESENTAÇÕES E PRÁTICAS DE ALUNOS E PROFESSORES DE LÍNGUA INGLESA NO BRASIL
11.1. INTRODUÇÃO
11.2. ILF: UMA VARIEDADE OU UMA FUNÇÃO DA LÍNGUA?
11.3. IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS
11.4. METODOLOGIA
11.5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
11.6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
11.7. REFERÊNCIAS
ANEXO 1
ANEXO 2

12. SEXISMO E POLÍTICAS LINGUÍSTICAS DE GÊNERO
12.1. INTRODUÇÃO
12.2. MARCAÇÃO DE GÊNERO NO PLANO LEXICAL
12.3. MARCAÇÃO DE GÊNERO NO PLANO GRAMATICAL
12.3.1. PRONOMES EPICENOS EM INGLÊS
12.3.2. O PRONOME HEN EM SUECO
12.4. POSSÍVEIS MUDANÇAS GRAMATICAIS NO PORTUGUÊS BRASILEIRO
12.5. A MARCAÇÃO DE GÊNERO COMO VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
12.6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
12.7. REFERÊNCIAS

SOBRE OS AUTORES

Sinopse

As discussões giram em torno de duas questões gerais que se colocam na área: que tendências teórico-metodológicas têm sido observadas na sociolinguística brasileira atualmente? Que fenômenos se colocam como questões para as políticas linguísticas brasileiras?
A primeira parte do livro, intitulada “Variação e mudança: abordagens teóricas, metodologia de coleta de dados e fenômenos linguísticos em foco”, reúne sete textos que colocam em perspectiva aspectos de ordem teórico-metodológica e descritiva relacionados à constituição de amostras, delimitação de variáveis e descrição linguística a partir de interfaces teóricas, bem como aplicação de resultados.
Na segunda parte, intitulada “Política e planificação linguística”, cinco capítulos evidenciam como o campo está problematizando uma série de temas em que as línguas se tornam o lócus de disputas e debates políticos, quanto à norma, à questão jurídica, à construção da brasilidade, ao inglês como língua franca e às políticas de identidade de gênero. A abrangência temática revela a possibilidade de diferentes olhares sobre a relação entre língua e política, envolvendo desde os discursos oficiais e estatais, até as práticas educacionais e os movimentos identitários.

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