Uma reflexão sobre a disseminação de diagnósticos psiquiátricos em idade escolar
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Com o aumento excessivo
de diagnósticos em crianças e adolescentes, é preciso nos perguntarmos se eles
estão sendo ouvidos ou se simplesmente delegamos ao domínio do saber
médico-psiquiátrico todo problema que enfrentam. É verdade que cada vez mais
percebemos que crianças e adolescentes sofrem. Também temos a impressão de que
hoje esse sofrimento se manifesta de formas distintas, como em automutilações.
Mas esse sofrimento deve ser reduzido necessariamente a modalidades que devem
ser consideradas transtornos mentais e, por isso, essas crianças devem ser
encaminhadas a psiquiatras e submetidas ao saber biológico sobre esse
sofrimento? Ou a uma combinação de fármacos e terapia cognitiva comportamental?
Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP, 2013) e pela Radboud Universiteit Nijmegen (2013) (cotutela). Tem pós--doutorado em Filosofia pela USP (2017) e pela Universidade de Brasília (UnB, 2023), em Psicologia So- cial pela USP (2019) e em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO, 2021). Publicou diversos livros, dentre eles: Memória, ato performativo e patologia do social (Kotter, 2019), Complexo de Édipo em Freud e Lacan (Via Lettera, 2019), Quando os corpos se invadem (Brazil Publishing, 2020) e Neoliberalismo e educação (Editorial Casa, 2022). É membro do Laboratório de Estudos em Teoria Social, Filosofia e Psicanálise do Centro--Oeste e da International Society for Psychoanalysis and Philosophy (ISPP). Membro efetivo da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental (AUPPF). Artista plástico, psicanalista e professor titular no Programa de Pós--Graduação em Educação do Centro Universitário Mais (Unimais).
Saiba mais
Prefácio – Escutando o que não se quer escutar: as raízes políticas da medicalização
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Uma nota sobre a questão das drogas
Disseminação diagnóstica de transtornos mentais em crianças e adolescentes
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Excurso: O epílogo “O pássaro pintado” de Thomas Szasz
Um estudo sobre ensino e medicalização
A ideia de narrativa
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O poder da metáfora no marketing psiquiátrico
Excurso: O TDAH como um distúrbio cultural
Excurso: A ideia de intoxicações eletrônicas
Excurso: Impactos das tecnologias digitais em nossas formas de vida
DSM: apenas uma questão burocrática?
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O lugar do suposto saber – os especialistas
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Dar forma às pessoas
A morte da narrativa
Referências
Posfácio – Das competências narrativas à narração como potência