Os Muitos Nomes de Silvana

Contribuições clínico-políticas da psicanálise sobre mulheres negras

Ana Paula Musatti-Braga

2021 — 1ª edição
Lançamento

R$ 105,00

Disponível em estoque

Sobre o Livro

ISBN: 9786555062083
Páginas: 390
Formato: 14 x 21 cm
Ano de Publicação: 2021
Peso: 0.428 kg

Sumário

Prefácio – Sobre mulheres negras: uma posição psicanalítica

Referências
 

Apresentação
 

Introdução

Os muitos nomes de Silvana
Quando os muitos nomes viram um
Uma mulher entre muitas mulheres: muitas histórias e uma só cor
 

1. Sandra: sobre a invisibilização das mulheres negras brasileiras

Invisibilização e desaparecimento social: subexposição e superexposição
O negro no mundo dos brancos: produção do branqueamento e da branquitude
Branqueamento como política de Estado
Branquitude e o discurso sobre o desejo de branquear
O silêncio da psicanálise sobre a negritude e a condição social: autores incolores e daltonismo nas pesquisas
Psicanalistas negras esquecidas e silenciadas: apagamentos sucessivos de uma mesma cor
O segredo de Virgínia Bicudo
Neusa Souza e o ser negro como um vir a ser
Lélia Gonzalez: enegrecendo o feminismo
 

2. Sônia: uma história escravizada e seus rastros

O escravismo e a tentativa de “passar em branco”
Produção dos sem-raízes e sem-história
A queima de arquivos
A história oficial: o mito da harmonia racial
Mestiço como símbolo nacional: sincretismo cultural e exclusão social
Feijoada: da metáfora da mestiçagem às marcas de resistência
Vestígios da insurgência: Sônia e a casa com muita gente
 

3. Suzana e o retorno das algemas

Eu pareço suspeito?
A pobreza no Brasil tem cor
Criminalização da miséria e do conflito: encarceramento e genocídio
Primeiro prende, depois julga
Reaja ou será morto!
Sobrevivendo no inferno
 

4. Selma: sobre a servidão, o racismo e o sexismo

Projeto da santa-mãezinha no Brasil colonial
Das escravas amas de leite às babás
A mãe preta e o pretuguês
Função materna e corpo erógeno
Babás e a maternidade transferida
Criadas de ontem e de hoje
Mucamas
A doméstica e a mulata: entre a servidão e o ícone da mulher brasileira
Retorno do insuportável: racismo e a outra face do servil
A dica de Fanon: o negro como o não eu
O estranho como o mais íntimo
Contribuições da psicanálise a respeito do racismo
A calma de olhar
 

5. Sofia e o tornar-se uma mulher negra

Mãe é tudo igual, mas depende do endereço
A mãe, a mulher e a puta na psicanálise freudiana e algumas dicas de Lacan
O erótico na bibliografia psicanalítica sobre as mulheres negras
O branco como Ideal: espelhamento e identificação
Mais além do espelho: o não identificável e não assimilável
O gozo invejado e suas consequências: retomando Isildinha Nogueira, Neusa Souza e Tiago Reis Filho
As mulheres negras como heteridade
Sofia e sua saída singular: nem só mãe, nem necessariamente puta
Entre folhas e chás, candomblé e pedagogia
 

6. Considerações finais

Referências

Sinopse

Os muitos nomes de Silvana poderiam ser “os muitos nomes" de Maria, Paula, Conceição, entre outros. Essas personagens, apesar de terem diferenças identitárias e históricas, têm algumas características em comum: são mulheres, pobres e negras. A autora tenta cercar, numa abordagem da Psicanálise em interface com a História, a Sociologia e a Antropologia, essas características e buscar a difícil e quase impossível explicação sobre os caminhos obtusos e sinuosos do silenciamento da “cor” nas pesquisas psicanalíticas. A leitura não deixa dúvida sobre a representação destas mulheres no imaginário coletivo de uma sociedade racista como a brasileira. O consciente e o inconsciente, o dito e o não-dito se misturam em nosso cotidiano, como se formassem um iceberg cuja ponta podemos enxergar a olho nu, mas não a parte mais profunda que exige as ferramentas de uma análise psicanalítica.

Kabengele Munanga

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