Identificação de si enquanto evento e tipificação do racismo como temporalidade
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Neste livro, Tainara Pinheiro navega entre antropologia e
psicanálise para investigar que descobrir-se negra é um evento atravessado pelo
tempo e pelo racismo. Com uma escrita sensível e afiada, ela constrói uma
etnografia comprometida com a escuta, revelando o autorreconhecimento racial
como um marco temporal que atravessa a experiência de ser mulher negra na
Amazônia.
Longe da pretensa neutralidade acadêmica, a autora se
inscreve na pesquisa como sujeito e pesquisadora. Lembra-nos que ser negra é
construção histórica, subjetiva e coletiva, desafiando-nos a pensar a negritude
como um evento que inaugura novas temporalidades e possibilidades de
existência.
Esta obra é um espaço de diálogo e de transformação: para quem pesquisa, para quem lê, para quem escuta e para quem vive.
Ivonete Pinheiro, antropóloga
Psicanalista e antropóloga. Afroamazônida. Mestra em
Sociologia e Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e
Antropologia (PPGSA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Pós-graduada em
Psicanálise e Relações de Gênero: Ética, Clínica e Política pelo Instituto de
Pesquisa em Psicanálise e Relações de Gênero (IPPERG). Licenciada e bacharela em
Ciências Sociais pela UFPA. Possui formação em Psicologia e Relações Raciais pelo
instituto AMMA – Psique e Negritude. Fez parte de diversos espaços formativos e
é cofundadora do Grupo de Iniciativa Psi Antirracista (GIPA Brasi).
Prefácio
Gleicy Mailly da Silva
Prólogo – Lugar de entre: inscrevendo-me na pesquisa
Introdução
1. Que coisa é ser negra? Relações raciais na história do Brasil
2. Por acaso sou negra? Na Amazônia, em Belém, no encontro
com outrem
3. Negra? Sim! Identificação de si enquanto evento e tipificação
do racismo como temporalidade
4. Negra sou! Projeto e expectativa
5. Para não concluir
Referências