O apagamento do trauma

Uma breve história apocalíptica da psicanálise

selo: Blucher | 2026 - 1ª edição | coleção: Psicanálise sem fronteiras

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Sinopse

No coração da psicanálise esconde-se um trauma apagado. É aquele sofrido por Sigmund Freud no dia em que soube que uma de suas pacientes quase morreu após uma cirurgia que ele havia aprovado. Inconscientemente identificada como uma repetição da mutilação genital sofrida por Emma Eckstein em sua infância, essa operação despertou nele fortes angústias, que ecoavam sua própria circuncisão, o contexto violentamente antissemita e o conflito com seu pai. O reconhecimento desse fato, mantido oculto por tanto tempo, revela uma nova narrativa sobre a fundação da psicanálise, permitindo compreender como Freud pôde elevar a castração ao status de forma a priori do traumático, ocultando ao mesmo tempo as mutilações genitais frequentemente impostas a mulheres e meninas. O trauma não reconhecido da circuncisão inscreveu se, assim, no sistema de pensamento freudiano como uma herança amputada, da qual brotaram e floresceram os sonhos e fantasias de seus discípulos mais próximos. Em especial, Sándor Ferenczi, aluno e confidente de Freud, contribuiu para reconhecer esse corpo ferido, lançando novas bases para a teoria e a prática psicanalítica.

Carlo Bonomi

Analista com funções de formação e supervisão na Sociedade Italiana de Psicanálise e Psicoterapia Sándor Ferenczi, presidente da International Sándor Ferenczi Network (ISFN), editor-chefe da revista The Wise Baby / Il poppante saggio e editor associado da revista International Forum of Psychoanalysis.

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Sumário

Detalhes do livro

  • Tipo:  Livro Impresso
  • ISBN:  9788521230700
  • Acabamento:  Brochura
  • Total de Páginas:  440 páginas
  • Coleção:  Psicanálise sem fronteiras
  • Ano da Edição:  2026
  • Peso:  0,546 kg