A perda de si

selo: Blucher | 2025 - 1ª edição | coleção: Psicanálise sem fronteiras

R$ 96,00

Sinopse

Este livro parte da perspectiva de que a autoanálise empreendida por Freud em textos autobiográficos configura um convite para que os psicanalistas se questionem sobre as escritas de si (autobiografia, diários íntimos, autoficção…). No entanto, a expressão “escrita de si” também se refere, de forma mais ampla, ao uso que Freud fez da escrita em primeira pessoa para criar a psicanálise – em um diálogo consigo mesmo, que institui o outro (o leitor) como testemunha de um pensamento em construção.

Partindo da escrita sobrevivente – com destaque para Imre Kertész –, Chiantaretto propõe uma reflexão a respeito da sobrevivência como um modo de ser e de pensar, característica da clínica dos limites.

Viver é perder. Cada um deve consentir em morrer no próprio processo da vida, aceitar a perda de si na escolha dos possíveis e na possibilidade da perda do outro. No entanto, há outra figura dessa perda, que caracteriza os funcionamentos chamados limites em sua dimensão melancólica: a perda de si no outro que desapareceu para si mesmo. Ou, dito de outra forma, a incorporação, pelo infans, da negação que o outro primordial infligiu a si próprio. Como sobreviver a essa forma inaugural de perda de si?

Jean-François Chiantaretto

Filósofo e psicólogo, é psicanalista e membro do Quatrième Groupe. Vive e trabalha em Paris. É professor emérito de Psicopatologia Clínica na Université Sorbonne Paris Nord, onde dirigiu, entre outros projetos, a Unidade Transversal de Pesquisas Psicogênese e Psicopatologia. Desde 1995, seus livros são guiados pela questão da interlocução interna, abordada a partir da autoanálise na escrita e da clínica dos limites.

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Sumário

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Detalhes do livro

  • Tipo:  Livro Impresso
  • ISBN:  9788521226352
  • Acabamento:  Brochura
  • Total de Páginas:  240 páginas
  • Coleção:  Psicanálise sem fronteiras
  • Ano da Edição:  2025
  • Peso:  0,312 kg