Federalismo, (des)centralização e o gerente do Brasil
Quem define as metas do país? Quem mede o sucesso das políticas públicas? Em uma federação marcada por centralização fiscal e desigualdades regionais, a cobrança de desempenho tornou-se um dos principais instrumentos de coordenação entre governos – e uma das maiores tensões da democracia brasileira. Em Cobrando metas de governos: federalismo, (des)centralização e o gerente do Brasil, analisa-se como indicadores, metas e transferências financeiras reorganizam as relações entre União, estados e municípios nas áreas de educação, saúde, responsabilidade fiscal e gestão sustentável. Fruto de pesquisa doutoral na USP, a obra investiga os limites entre eficiência, autonomia federativa e democracia. O livro destina-se a estudantes, pesquisadores e profissionais da graduação e da pós-graduação interessados em Direito Financeiro, Ciência Política, Administração Pública e políticas públicas.
Doutor em Direito Econômico e Financeiro pela Universidade
de São Paulo (USP, 2025) e mestre em Direitos Humanos pela Universidade Federal
de Mato Grosso do Sul (UFMS, 2020), com extensão em Federalismo Comparado pela
Universität Innsbruck (2020). Especializado em Advocacia Pública pela Escola da
Advocacia-Geral da União (EAGU, 2021). Integrante do grupo de pesquisa
“Direito, Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável”. Participou do
grupo de assessoramento de gabinete de ministro do Superior Tribunal de Justiça
atuante na 2ª Turma de Direito Público (2014-2015). Membro do Corpo Editorial
da Revista da PGE-MS (2019-presente). Chefe da Procuradoria Regional de
Aquidauana na PGE- -MS (2018-2020). Subchefe da Procuradoria Judicial na PGE-MS
(2022). Coordenador Jurídico do Detran-MS (2022). Chefe da Procuradoria
Judicial na PGE-MS (2023-2025). Coordenador Jurídico de Finanças e Orçamento
Público desde 2025. Procurador do Estado do Mato Grosso do Sul desde 2015.
Pesquisador na área de Finanças Públicas, Direito Financeiro e Federalismo
Fiscal, com atuação acadêmica voltada à análise crítica interdisciplinar do
orçamento público, da governança federativa e da regulação de resultados nas
políticas públicas. Autor de diversos artigos publicados em periódicos
especializados, com destaque para estudos sobre reforma tributária e equilíbrio
interfederativo (como o papel do Comitê Gestor do IBS), transferências
intergovernamentais e orçamento impositivo, financiamento da educação e fundos
orientados por desempenho, além de trabalhos sobre riscos fiscais, controle
institucional e judicialização de políticas públicas. Sua produção também
abrange temas como accountability, corrupção, sustentabilidade fiscal e
orçamento ambiental, articulando Direito, Economia e Administração Pública na
compreensão dos desafios contemporâneos do Estado brasileiro.